A gente se acostuma a um futuro sem perspectiva, a um passado sem muitos sorrisos e a um hoje sem batalhas.
A gente se acostuma aos crimes arquivados, aos casos isolados e a uma violência sem solução.
A gente se acostuma a viver para trabalhar, a trabalhar para pagar contas, e o lazer que fique para segundo plano.
A gente se acostuma a amores não correspondidos, a afagos pela rotina esquecidos e a beijos sem paixão.
A gente se acostuma a corações feridos, a livros não lidos e a não ter mais histórias de amor.
A gente se acostuma, mas não devia, pois somos seres em eterna evolução, dos quais nós mesmos
esquecemos de tal exatidão.
Maria Gabriela

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